in

Escolta de prefeito agiu certo ao reagir com tiros e matar assaltante?

Os dois policiais militares à paisana que responsáveis pela escolta da família de Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo, analisaram a postura dos policiais que mataram um homem ao reagir ontem durante uma tentativa de assalto no bairro do Socorro, que fica na Zona Sul da cidade.

Com base nos vídeos, a pedido da reportagem, segundo o site da UOL, os especialistas em Segurança Pública, analisaram a cena.

O assaltante que desceu da garupa de uma moto armado para então anunciar o assalto, foi atingido. Já o comparsa que estava conduzindo a moto, conseguiu fugir, mas segundo a polícia já foi identificado.

Os polícias não ficaram feridos durante a ação.

Doutor em psicologia pela USP e aposentado da PM-SP (Polícia Militar de São Paulo) há nove anos, o tenente-coronel Adilson Paes de Souza vê erros na ação do agente à paisana que estava ao volante no momento da tentativa de assalto.

Após a reação da policial militar, que disparou, o criminoso aparece nas imagens correndo em fuga. As imagens então mostram o outro agente que desce do carro para atirar contra o criminoso, que estava de costas.

“Ele disparou pelas costas. Isso é vedado nas normas de procedimento da própria PM. O objetivo do uso da arma de fogo é o de legítima defesa. Não há amparo legal para defender esse tipo de postura…”

Ele também criticou a forma como foi feito o procedimento de segurança pela equipe. É possível ver a agente na calçada do lado do carro, que já estava estacionado junto ao meio-fio, e com uma porta aberta. Ela supostamente aparentava olhar o celular quando então os assaltantes anunciaram o assalto.

“Também vi falha nesse procedimento. Eles [agentes à paisana] estavam em um veículo oficial, cumprindo uma missão. O outro policial não poderia estar ao volante. Ele deveria estar do lado externo, atento à movimentação da rua para dar cobertura à colega”, critica o tenente-coronel aposentado.

Já o veterano Capitão do Bope, a tropa de elite da PM-RJ o antropólogo Paulo Storani faz outra avaliação da conduta adotada pelos agentes.

“O procedimento de escolta está correto. Ela estava do lado externo, aproveitando a estrutura do veículo para se proteger. O outro agente agiu certo ao permanecer dentro do carro”, avaliou.

Embora ele concorde que o policial não deve atirar em um homem em fuga, ele argumenta que o criminoso estava armado e poderia sim oferecer algum tipo de risco.

“Realmente, o motorista efetuou os disparos. Mas o foco era no criminoso, que ainda estava armado, representando risco para as pessoas. Ele estava fugindo, mas a ação foi muito rápida”, argumenta. Ele não descarta ainda a possibilidade de disparos feitos pelo assaltante em fuga.

“Em alguns casos, o criminoso em fuga correu atirando para diminuir a possibilidade de perseguição. Agora, resta saber de onde partiu o disparo que tirou a vida dele. Isso só será definido pelo exame de corpo de delito”, diz..

Eleições: Lula dispara e venceria Bolsonaro com 55% contra 30%

Vaza foto de Flordelis na prisão e seu antes e depois deixa a web de queixo caído